Neste mês de setembro campanhas mundiais são voltadas para a sensibilização sobre a doença de Alzheimer, uma doença incurável que se alastra na população e afeta drasticamente a vida do paciente e todos a sua volta. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que provoca a deterioração das funções cerebrais, geralmente é manifestado na idade tardia, pois nosso cérebro envelhece e perde algumas proteções nas conexões dos neurônios, mas terei Alzheimer ao envelhecer?

Não necessariamente.

Infelizmente ainda não há causa definida para a doença, pesquisas apontam a predisposição genética e deficiência de proteínas no cérebro para o desenvolvimento da enfermidade. Por afetar predominantemente a memória, muitas vezes a demência tem seu diagnóstico tardio por questões culturais ligadas a velhice, esquecer a chave do carro é normal no processo do envelhecimento do cérebro, mas esquecer uma receita culinária que fez a vida toda já em um comprometimento cognitivo.

Atualmente não há exames para um diagnóstico preciso, os médicos atuam com exames de imagens e avaliações comporta mentais específicas para um diagnóstico clínico. A doença evolui progressivamente e passa por fases leves, moderadas e graves, porém os sintomas iniciais passam despercebidos pela família e retarda o tratamento dos pacientes.

Cada pessoa com demência tem suas particularidades, muitos evoluem rapidamente e outros desenvolvem a doença lentamente, fique atento aos sintomas descritos pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz):

Na fase leve ocorre alterações da perda da memória recente, dificuldades em encontrar palavras para formar frases, desorientação no tempo e espaço, a pessoa pode se perder no próprio endereço, demonstram dificuldades iniciam os sinais de depressão, desânimo, desmotivação e diminuição dos interesses de suas atividades favoritas.

Na fase moderada o prejuízo da memória é acentuado com esquecimentos de nomes de pessoas próximas e fatos pessoais, os pacientes passam a colocar indevidamente objetos em lugares não convencionais, como por exemplo, deixar os óculos dentro da geladeira e enfrentam dificuldades em executar tarefas individuais, como fazer sua própria higiene. Nesta fase tornam-se totalmente dependentes e incapazes, sendo necessário o acompanhamento familiar para definir pessoas de confiança para tomadas de decisão e interdição jurídica.

Na fase grave da doença ocorre a desorientação espacial e temporal: de repente desconhece o seu próprio ambiente e pode se perder dentro da sua própria casa.

Nesta fase iniciam as implicações físicas e motoras, levando-o paciente a ficar acamado.

Infelizmente não há cura para esta enfermidade, o tratamento é visto apenas para amenizar os sintomas com equipe multidisciplinar para proporcionar uma qualidade de vida ao paciente. E claro continuo com minha rotineira recomendação de prevenção de doenças: alimente-se bem, pratique exercícios físicos regulares, evite o estresse e busque o equilíbrio e sua felicidade.

Compartilhar
Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui