Em 1981 apareceu de repente uma doença desconhecida que debilitava rapidamente o ser humano, causando queda acentuada de peso, infecções agudas do trato respiratório, febre alta, mal-estar geral e até obnubilação antes da morte.

Uma doença que assustou o mundo todo pelo diagnóstico rápido de sentença de morte, estamos falando da Aids.

A Aids, siga em inglês que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus H IV (Vírus da imunodeficiência humana) que compromete todo o sistema imunológico, deixando o organismo vulnerável para doenças oportunistas que vão desde um simples resfriado a complicações mais sérias como tuberculose. Há três décadas, cientistas buscavam descobrir medicações para minimizar os sintomas e suas consequências, hoje temos os medicamentos antirretrovirais que combatem a reprodução do vírus e permite que a pessoa viva com qualidade de vida.

A transmissão do vírus se dá por meio de contaminação de trocas de fluídos e secreções que podem ser contraídos através da relação sexual sem proteção, transfusão de sangue, na gravidez, parto ou amamentação, uso de seringas e agulhas contaminadas e instrumentos não esterilizados.

Tivemos um importante avanço no tratamento, porém ainda não há cura para esta enfermidade, apesar do controle de epidemias por meio de campanhas e tratamentos gratuitos pelo Sistema Único de Saúde – SUS, hoje os dados voltam a preocupar devido a quantidade de jovens infectados no Brasil Neste mês de dezembro o Ministério da Saúde faz o alerta com o “Dezembro Vermelho” para conscientização para a prevenção da doença, busca de diagnóstico e tratamento adequado. Usar o preservativo é a melhor forma de se prevenir, lembrando que o uso de camisinhas são para todos, jovens e também idosos.

Há também muito preconceito e discriminação apesar de toda a informação veiculada, o vírus não se espalha por meio de suor, toques e salivas e também não é transmitido por mosquitos, muitos boatos são repassados afastando pessoas infectadas do convívio social.

Um indivíduo pode conviver com o vírus sem manifestar nenhum sintoma e os novos tratamentos permite que a pessoa viva de forma saudável.

Portanto, aqui quero alertar para que todos não corram nenhum de risco de serem contaminados usando sempre preservativos em cada relação, seja ela de qual natureza for. Também é extremamente importante e obrigatório o pré-natal na gravidez para evitar contaminação do feto.

Previnam-se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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