A década de 90 foi marcada por campanhas de conscientização sobre o HIV, uma doença que causava pânico pelo diagnóstico de sentença de morte. Com o passar dos anos tivemos um grande avanço no tratamento e hoje muitas pessoas são capazes de manter uma qualidade de vida com a enfermidade controlada por antirretrovirais, porém venho alertar para um dado que vem crescendo atualmente: casos de HIV nos idosos.

Vale lembrar que a Aids é uma doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV é a sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. O vírus pode ser transmitido por contato sexual (oral, vaginal e anal) sem proteção, por compartilhamento de seringas, instrumentos que cortam ou furam não esterilizados, transfusão de sangue e da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, parto ou amamentação.

Hoje temos pacientes HIV positivos ou soropositivos que foram infectados pelo vírus, porém não há a manifestação da doença(Aids), ou seja, ser HIV positivo não significa necessariamente que a pessoa tenha a Aids. Há pacientes que passam anos sem ter algum sintoma e sem desenvolver a doença. Por outro lado, o risco de infecção pode atingira todas as idades e infelizmente acompanhamos o aumento do número de infecção nos idosos. De acordo com o boletim epidemiológico HIV / Aids do Ministério da Saúde, o número de pacientes diagnosticados com HIV com mais de 60 anos em 2007 era de 168. Em 2018 esse número triplicou e continua crescendo devido à prática sexuais inseguras.

O sexo com o avançar da idade continua sendo um tabu e muitos não buscam orientação e muito menos prevenção, ora, é completamente normal o prazer sexual no envelhecimento, porém é necessário usar preservativo. Inclua em sua rotina de saúde informações sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, não sinta vergonha de perguntar ao seu médico sobre sua saúde sexual. Não hesite em realizar exames em caso de comportamentos de riscos, quanto mais cedo o diagnóstico melhor as condições de tratamento.

Conviver com a Aids no envelhecimento traz grandes desafios, pois com a idade avançada o paciente terá mais dificuldade para reabilitar as defesas do organismo, é necessário um bom acompanhamento médico para evitar a vulnerabilidade de infecções oportunistas.

Atualmente não há cura para esta síndrome que ainda afeta o mundo todo. Portanto, quero alertar para que todos não corram nenhum de risco de serem contaminados usando sempre preservativos em cada relação, seja ela de qual natureza for.

Previnam- se!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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