O cantor amazonense Abílio Farias nasceu na cidade de Itacoatiara. Participou do programa “Buzina do Chacrinha”, como cantor mascarado, e no programa “Clarice Amaral, Show da Viola”.

Abílio Farias considerado o Rei do Brega amazonense, nascido sob a influência do Astro Sol, com regência de peixes, signo zodiacal dos artistas. Com vários LP´s gravados e um compacto duplo, entrou em um estúdio pela primeira vez em 1977, quando gravou o compacto duplo “Ciganinha feiticeira”, que se tornou grande sucesso em todo Norte e Nordeste do país.

Em seguida, já conhecido em nossa Região, gravou os LP´s “Mito Brega”, “Preço da Saudade”, “Cabeça Oca”, “Carinho”, “Verdade” e “Coração Indeciso”. Compositor e cantor, tinha um carisma impressionante, chegava a levar a platéia ao delírio por onde se apresentava, pois era dono de uma performance forte e marcante, foi considerado em sua época o cantor das multidões. Como um verdadeiro astro da música local, tinha suas apresentações sempre bem produzidas.

Na simplicidade do seu dia a dia, sentado em uma rede, na casa de seu filho, na estrada dos Franceses, enquanto descansava de uma turnê pelo interior do Estado, Abílio, em conversa, revelava que todo esse esforço não se traduz em resultados financeiros. Percorria todo o interior da Região Norte, principalmente, o interior do Amazonas, com inúmeras apresentações. Muito antes de se firmar no mundo da musicalidade, aos quinze anos de idade, recebeu o título “A voz de ouro do Amazonas”, muitos foram aqueles que o acompanharam em sua jornada, na década de 1970, como por exemplo, Teixeira de Manaus, França Cheiro Verde, Maestro Teixeira e Seu Conjunto, com pré-shows de Agnaldo Timóteo, Ângela Maria, Nelson Gonçalves e tantos outros que à época faziam shows, em Manaus. Abílio Farias não se prendia a nada, era um ser humano de alta espiritualidade, gostava de cantar e amava seu público.

Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Vale lembrar o seu LP “Esquina da Vida”, o qual consolidou sua carreira profissional. Suas músicas espalhadas por toda Amazônia e no Nordeste, chegaram a vender doze mil cópias. Na simplicidade de sua vida, lembrava sempre do trabalho pesado, como operador de máquinas pesadas na rodovia Transamazônica.

“Foi Preciso Sofrer”, um dos títulos de seus LP´s, como artista exclusivo da Gravadora Continental. Foi um disco romântico e à época fez muito sucesso. Outra música de sucesso de sua autoria e de Raimundo Nogueira foi “Quero Ver Você Sofrer”, que estourou no Norte e no Nordeste, principalmente, em Fortaleza e em Recife. Esse LP vendeu dez mil cópias. Naquele período, as televisões locais não recebiam com frequência os cantores da região e ele costumava dizer “santo de casa não faz milagre”. Abílio era campeão da musicalidade das rádios locais.

Discos de Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Na Rádio Baré, apresentou o programa “Despertador Musical”. Na oportunidade, foram seus companheiros Josapha Piris, Jaime Rebelo, Índio do Brasil, Geruza Santos, Jorge Santos e tantos outros. Apresentou também o programa “Amazonas Você é Meu”, das 19 h às 22 h, todos de grande sucesso.

O cantor amazonense Abílio Farias nasceu na cidade de Itacoatiara, em 1946 e muito cedo se transferiu para Manaus, onde trabalhou como motorista de praça. Participou do programa “Buzina do Chacrinha”, como cantor mascarado, e no programa “Clarice Amaral, Show da Viola”, cujas participações lhe permitiram conquistar o público nacional. Vale a pena lembrar outra música de sua autoria com “Bartô Galeno”, onde gravou o LP na gravadora Tap-Car.

Abílio Farias com Arthur Virgílio. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Charge de Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Abílio Farias. (Foto:Acervo/Abrahim Baze)

Mas quem pensa que Abílio Farias se contentava apenas com os Estados do Norte do país, estava enganado, pois tinha por meta lançar seus trabalhos em todas as capitais brasileiras. Em um de seus LP´s, as músicas “Zíngara” e “Cinderela” se destacaram, motivo pelo qual chegou a ser contatado por duas gravadoras de São Paulo, Paradox e Som Music. Contudo, era na Amazônia que tinha seu mercado mais sólido, vendendo discos e fazendo shows. Em uma de suas turnês, esteve em Santa Helena, na Venezuela, naquele momento de sua carreira, sua principal música era “Coração Indeciso”. Abílio Farias, no auge de sua trajetória, chegou a vender quarenta CD´s por dia.

Foram bons tempos de sua vida na musicalidade amazonense. Lançou treze CD´s, com grandes sucessos de músicas de sua autoria ou de cantores nacionais. Fez parte, no início dos anos 1970, na Rádio Baré, do programa do “Clodoaldo Guerra”. Em 1977, gravou um compacto simples com quatro canções, na extinta gravadora Tap Car. À época, foi patrocinado pelo empresário Tomé Mestrinho. Sua esposa foi fundamental na sua vida, ela sempre apoiou em tudo que ele pretendia fazer. Foi pai de quatro filhos, doze netos e dois bisnetos. Seu filho, Abílio Júnior, é cantor de músicas evangélicas. O Amazon Sat, através do programa “Documentos da Amazônia”, conta a história de Abílio Farias, após a sua morte. Abílio Farias faleceu, no dia 14 de junho de 2013, em decorrência de uma cirurgia cardíaca.

(Informações cedidas pela família para a produção do documentário no Amazon Sat.)

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Abrahim Baze
*Amazonense de Manaus. Graduado em História pelo Centro Universitário do Norte e pós-graduado em Ensino à Distância pelo Centro Universitário UNISEB-COC, de Ribeirão Preto/SP. Recebeu o título de Notório Saber em História, pelo CIESA, de Manaus/AM. Fundador e organizador dos museus da Sociedade Beneficente Portuguesa do Amazonas, Luso Sporting Clube, Rede Amazônica, Memorial e Biblioteca Senador Bernardo Cabral, Centro Cultural Luso Brasileiro do Amazonas, Centro Universitário Luterano de Manaus, Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos e do Atlético Rio Negro Clube. Diretor do Instituto Cultural da Fundação Rede Amazônica e apresentador dos Programas de TV: Literatura em Foco e Documentos da Amazônia. Autor de mais de 65 títulos sobra História da Amazônia. Membro da Academia Amazonense de Letras, Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, Academia de História do Amazonas, Academia de Medicina do Amazonas, Academia Maçônica de Letras do Amazonas, Associação Nacional de Escritores (Brasília), Associação dos Escritores do Amazonas e Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas.

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