A vida começa na fecundação, este grande mistério que transcende a divisão celular também marca o início da nossa finitude, pois a morte celular equivale ao processo natural do envelhecimento. Logo vida e morte não se separam!

Infelizmente não fomos criados para pensar no envelhecimento, ao contrário, somos aversos a ele e por este motivo não sabemos aproveitar o caminho, temos a capacidade de vivenciar cada etapa da vida com sabedoria,seja com conhecimentos científicos ou populares poderíamos tornar nossa vida extraordinária à medida que envelhecemos.

Que coisa difícil falar sobre este tema, de aco e recomendo aqui a letlrta do livro “A morte é umdia quê vale a pena viver” da querida Dra. Geriatra Ana Quintana, que aborda de forma transformadora a questão da  morte, levando-nos a mergulhar neste tema impensável e como podemos nos construir e reconstruir no luto com coragem e empatia. Boa leitura!

Faz bem ao cérebro.

Sempre sou questionado sobre minha alegria e energia de viver, ora, procuro praticar meus próprios conselhos, cuido da minha alimentação, da minha saúde física e mental e claro continuo sonhando, tocando meus projetos e vivendo como se houvesse amanhã, sim com otimismo, pois a morte é certa, então o que nos resta é viver.

Ao me deparar com pacientes com sérios desvios de saúde, vejo a grandeza da simplicidade, de aproveitar a vida com mais paciência, amor, carinho aos entes queridos, cuidar do envelhecer com qualidade e falar abertamente sobre a morte, sem medos, tudo o que temos se resumirá ao amor, pois na hora do leito, só ele nos sustentará.

Atualmente a medicina se volta para os cuidados paliativos, que promove a qualidade de vida para aqueles que necessitam do alívio do sofrimento mesmo diante da iminência do fim.

Transformar a tristeza em um ato de amor e coragem.

Os cuidados paliativos também são compostos pela oferta de medicações, tratamentos, alimentação adequada, cuidados com a higiene, e outras ferramentas e atitudes humanizadas que permitem aos pacientes a viverem de forma mais digna, mesmo em situações de doenças incuráveis.

Porfim, tenha sempre a consciência que nascer é uma probabilidade, viver é um risco e envelhecer é um grande privilégio. A cada minuto vivido teremos menos um minuto de vida, deveremos por este motivo viver, viver e viver!

 

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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