(Em memória de meu pai, Bruno de Menezes, o‘poeta da lua’)

A lua cheia de Páscoa
Deve ter visto, Senhor, que voltaste a viver.
O resplendor de prata do luar quase empalideceu ao teu ressuscitar.
De fato, era preciso, que criatura tão linda como a lua
– comparada até com a Mãe de Deus-
como nos fala o Cântico dos Cânticos,
A lua que arrebata os poetas, e que encantava a Bruno
viesse admirar a nova vida do Rei da Criação.

E a lua de Páscoa resplendeu!
Com certeza, essa luz iluminou Marias ofegantes ao sepulcro :
Perfumes e unguentos escondidos…
A “lua de Nisan” lhes mostrou o caminho,
venceu a escuridão,
e fulgurou ainda, com mais força,
para mostrar a pedra retirada
e o sepulcro vazio !

E a lua de Páscoa clareou ciprestes e oliveiras da Judéia,
flores da primavera que brotavam, Jerusalém que dormia.
Porém ainda mais clara se tornou
a iluminar Marias na corrida a fim de propagarem:
“O Senhor está vivo! Ele vive, Simão!”

Mas outra luz, Senhor, mais bela do que a lua
Ilumina a corrida que fazemos,
Ilumina o correr de cada dia.
É uma lua de Páscoa permanente,
mais forte, mais brilhante e mais querida:
É tua luz, Senhor, a luz DA TUA VIDA !

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Marília Menezes
Poeta e escritora. Ex-secretária da CRB. Trabalhou na Prelazia de Itacoatiara, em 1962-1963, ao tempo do bispado de dom Francisco Paulo Mc-Hugh (1924-2003), onde dirigiu o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Em 1997 voltou a Itacoatiara para secretariar o bispo dom Jorge Marskell (1935-1998), até sua morte no ano seguinte. Sócia correspondente da Academia Amazonense de Letras. Reside em Belém, sua terra natal.

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