*Humberto Figliuolo

Na face atual da vida social e política amazonense, existem obstáculos para a criação de um sistema eficaz de proteção da saúde, mas há também um promissor despertar da consciência popular.

As doenças de hoje e de amanhã se não intervir a tempo têm como causas fatores artificiais, isto é. Fatores não preexistentes na natureza, mas criados, estimulados ou reforçados pela intervenção do homem. Para conquistar à saúde é necessário intervir, de maneira deliberada e programada, para mudar as relações sociais, não bastando modificar a relação direta entre o homem e a natureza.

A saúde exige uma mudança das condições devida, isto é o que o homem criou, (favelas, falta de saneamento etc.). Somos uma sociedade pobre, ainda carentes da satisfação de muitas das nossas exigências.

Como garantir aos amazonenses uma melhor qualidade de vida? Evitando o desperdício de recursos públicos sem a devida gestão financeira. As autoridades admitem que a área de saúde, enfrentam um “problema sério de gestão e de recursos”.

“Digam a verdade a todos. Primeiro, porque é a atitude mais correta. Segundo, porque eles acabarão sabendo, de qualquer forma”. O atual governo retirou a “Lona” que cobre o Amazonas de longas datas e falou a verdade sobre a saúde. “O nível de saúde da população amazonense revela a gravidade e a complexidade das questões relativas a esse setor”. O importante agora é encontrar um modelo de gestão fazendo realmente alteração na estrutura organizacional e recursos humanos da Secretaria de Saúde para aumentar a produtividade onde só teremos resultados concretos se conseguirmos conjugar interesses tão diversos, principalmente com os prefeitos dos municípios, pois sem a devida atenção seria ingênuo pensar no futuro do desenvolvimento das ações de saúde. Não se trata de mudar rumos e sim fortalecer os compromissos anteriores e avançar, inclusive em função das várias iniciativas ocorridas, muitos delas indutoras de mudanças importantes no cenário anteriormente descrito. Entende-se que a responsabilidade pela saúde solidária entre as três esferas de governo é a principal estratégia para seu fortalecimento, da política de Estado. Há que pensar e se conduzir uma profunda alteração na cultura institucional instalada, com vistas à modernização administrativa e como objetivo último, se reverter em serviços palpáveis aos amazonenses.

O importante agora é focar os gargalos para que a população tenha acesso às ações de saúde. Da forma corpo e consistência as novas propostas amplas, retirando a saúde da condição perversa a que sempre foi relegada. Esperamos que as novas estratégias completem o detalhamento necessário para que o plano possa alcançar seus propósitos.

Nas mudanças esperamos que a saúde esteja com o objetivo maior para a população para melhorar seus níveis de qualidade de vida e bem estar social.

O mais grave problema da saúde dos municípios é a situação de recursos humanos com a deficiência crônica de profissionais de saúde principalmente dos médicos. As causas dos problemas: Baixos salários por inexistência de um plano de cargo, carreiras e salários; inexistência de estratégias de incentivo à fixação do profissional no interior e sua volta à capital; dificuldades de acesso e comunicação; falta de medicamentos e produtos de saúde; diferenças de pagamentos de “ajuda de custo” pelas prefeituras; o principal é realizar concurso público, assim dando estabilidade ao profissional de saúde.

*Farmacêutico, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.
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