A dor nada mais é do que uma desagradável sensação de malestar percebida pelos seres vivos. Contudo, a dor é extremamente benéfica, pois a mesma nos alerta para tomarmos providências imediatas, é como um sinal de alerta em nosso sistema alertando para um perigo e pedindo que algo seja feito. Na medicina, a definição de dor é vista como unia experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão efetiva ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos de tal lesão, ou seja, abrange tantos aspectos físicos ou psicológicos.

Estas sensações desagradáveis são detectadas por receptores muitos específicos: os “nociceptores”, os quais existem aos milhares distribuídos por cada centímetro da nossa pele e que são encarregados de receber os estímulos e encaminhá-los ao sistema nervoso central, que depois de traduzi-los elaboram de prontidão a resposta através desta sensação: a própria “dor”! Somos dotados destes receptores pelo corpo todo, exceto no cérebro, sim este órgão é completamente insensível à dor, ele recebe os sinais, porém não possuem as terminações nervosas.

Acontece que o cérebro é protegido por uma membrana, a meninge, que é rica em receptores e por consequência também manifesta a sensação de dor.

A ciência sempre buscou conhecer o mecanismo pelo qual se estabelecia esta sensação ímpar e que molesta a todos, quando chegou à descoberta destes “nociceptores”. E passamos a conhecer parte dos mecanismos associados ao início e à propagação dos impulsos dolorosos. Os receptores são ativa dos basicamente por quatro tipos de estímulos: mecânicos, elétricos, térmicos e químicos.

Estes estímulos despertam atos reflexos imediatos, tais como: aumento do fluxo sanguíneo local, a contração da musculatura próxima, mudanças na pressão sanguínea e dilatação imediata da pupila. Apesar do avanço nos estudos da dor, a ciência ainda enfrenta desafios para diferenciar os tipos de “nociceptores” e como eles desencadeiam os diversos tipos de dor para indicar o tratamento adequadoprincipalmente para doenças crônicas e inflamatórias.

Existem intensidades diferentes de dor, que classificamos em dor aguda ou crônica, Dor aguda é um sinal de alerta ou defesa do organismo chamando atenção que algo está errado.

Por exemplo, a dor de um simples golpe no dedo. A dor crônica é sinal de doença e não somente um alerta de que algo está errado. Pode durar meses e até anos, como nos casos de fraturas, inflamações, tumores em expansão, cálculos renais, biliares, enxaqueca e etc.

Adortambém possui um aspecto emocional que pode ser potencializado dependendo da experiência vivenciada pelo indivíduo e isso a torna subjetiva e particular. Por esta razão nenhuma dor deve ser negligenciada. Alerto que não é normal sentir dor! Nunca devemos desprezá-la ou mesmo nos acostumar a ela.

É de fundamental importância investigar a causa desta sensação para buscar auxílio. Independentedo tipo de dor é importante lembrar que não há dor que não possa ser tratada, mesmo que não tenha cura. O que acontece muitas vezes é que certas dores não tem suas causas diagnosticadas, pois são do grupo de difícil identificação.

A abordagem mais moderna da dor é multidisciplinar, ou seja, vários profissionais de diferentes especialidades são responsáveis por avaliar a sensação de dor e recuperar a saúde e a qualidade de vida do paciente. Busque ajuda sempre!

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Euler Ribeiro
*Amazonense de Itacoatiara. Médico, MD. PhD em Geriatria e Gerontologia. Ex-secretário de Saúde e ex-deputado federal pelo Estado do Amazonas. Fundador e atual Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade. Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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