Não sou bairrista, não tenho mentalidade paroquial sobre temas de debate universal e nem participo de teoria da conspiração contra a beleza feminina mundial. – Digo isto para considerar que o resultado da competição para escolher a miss universo foi injusto com a nossa miss Brasil, Mayra, que é nossa conterrânea, nascida em Itacoatiara e criada em Nova Olinda. Ela deveria, no mínimo, ter se colocado entre as três últimas concorrentes, e não apenas entre as 20 escolhidas de todos os continentes. Perdoem-me os que viram o evento da escolha e pensam diferente de mim, mas no meu entendimento de beleza feminina, não vi mulher bonita em quantidade nas que disputaram o título de mulher mais bonita do mundo. Vi, sim, algumas exceções, inclusive a nossa miss Brasil, que é detentora de uma beleza que se destacava entre todas as demais concorrentes.

Na verdade, vi muitas mulheres feias, inclusive a miss Vietnâ, cuja fisionomia tinha mais aparência masculina do que feminina. Não se tem mais mulher bonita nesses eventos de beleza como em tempos passados. Por isso e por tudo que vi, penso que o título de miss universo deveria ter ficado com a nossa Mayra, miss Brasil, ou no mínimo, o segundo lugar já estaria de bom tamanho. Fugindo um pouco dos temas mais pesados da realidade brasileira, permitam-me enveredar por este tema mais ameno, com a intenção de registrar a minha opinião, perigosamente passível de posições contrárias ao que penso da escolha da mulher mais bonita do mundo.

II

Reencontros de amigos na suavidade do período natalino

Foi um reencontro formidável que tive com esses cidadãos Itacoatiarenses, que têm toda a minha admiração e respeito, por tudo que fizeram e fazem em benefício da nossa cidade, como ícones da ética, da cultura, da história e de reputação social idônea, incensurável e inatacável de Itacoatiara. O reencontro foi num evento de confraternização da Associação de Funcionários do Banco do Brasil, que se realizou neste sábado (15.12.18), e tive a honra de ser convidado pelo meu primo-amigo Antonio Batista. Foi uma festa muito bonita e bem organizada pela diretoria da Associação, à qual compareci com muita satisfação, junto com a minha mulher Ametista. Mas compartilhar as alegrias da festa, com estes conterrâneos ilustres, que estão na foto (excluindo-me deste conceito), revela-se um fato agradável que não se repete todo dia, pela vida que cada um leva com as suas obrigações familiares e sociais.

O Antônio Batista é um conterrâneo qu e honra a sua terra natal, e já lhe prestou valorosos serviços quando foi funcionário do Banco do Brasil na agência de Itacoatiara. Sempre foi um cidadão de bem, cuja conduta sem mancha serve como exemplo para os mais novos. Atualmente, como grande cantor e compositor de canções românticas, ele encanta as platéias que assistem aos seus shows, com a sua voz de excelente qualidade vocal. E o romantismo sempre fez bem aos corações que porventura necessitem da suavidade e da calmaria que devem envolver os sentimentos do amor, às vezes movido a turbulências, sofrido e não alcançado. A canção romântica tem uma função individual importante, invisível e propositiva da busca da paz aos sentimentos de amor não resolvidos. Por isso que todo homem romântico parece ter uma visão do mundo mais humana, que desaprova conflitos de qualquer natureza. Assim é o Antonio Batista, um
homem de paz e de convivência harmoniosa na sociedade.

O amigo Mário Benigno é um exemplo benigno na sociedade, como já diz o seu nome de família. Nunca se ouviu falar de alguma conduta sua fora do caminho do bom caráter e de fazer o bem às pessoas, nas suas oito décadas de vida. Ele é um conselheiro qualificado em favor dos bons projetos e ações administrativas para melhorarem a vida da nossa cidade e do povo. Os sucessivos prefeitos não o têm ouvido, lamentavelmente. Se o ouvissem a cidade estaria melhor, pela sua experiência como vereador, servidor fazendário e talentoso analista dos problemas municipais da nossa amada cidade. Ele é um conterrâneo que também honra a nossa terra, em quaisquer lugares por onde passa.

O historiador Francisco Gomes, conhecido na planície e no planalto como Chico Gomes, é um Itacoatiarense de muito valor, que já defendeu a nossa cidade em lugares diversos, com o seu talento de orador incontestável, colocando os predicados municipalistas grandiosos desta terra, que, pela sua história e posição geográfica privilegiada, só não é hoje uma grande cidade, porque não tem tido sorte na escolha de alguns gestores. O nosso historiador é um valente guerreiro defensor da nossa terra. Além disso, que já é muito, ele é portador de uma capacidade intelectual valorosa, visto que é membro de todas as instituições de produção do saber literário, histórico e geográfico do Amazonas. As suas obras de conteúdo histórico já ultrapassaram as fronteiras do Amazonas e são conhecidas no Brasil. Ele é grande Itacoatiarense a quem a nossa cidade deve muito, pela sua atuação na cultura do município, na política quando foi vereador e no Ministério Público.

O conterrâneo Paulo Vital, conhecido pelos amigos como “Paulinho Vital”, também nunca abandonou a nossa terra, embora não residindo aqui, pelas suas obrigações em Manaus. É um grande cidadão, que já prestou relevantes serviços ao nosso Estado na segurança pública. Ele honra e defende a nossa terra em quaisquer circunstâncias. É um cidadão do bem, descendente de uma família de gente de bem. Estes são os conterrâneos que estão na foto, que muito me honram em estar perto deles, e focado pelo brilho pessoal que desponta de cada um. Obrigado Batista, pelo convite.

Post Scriptum: O nobre autor deste texto, doutor Raimundo Silva, íntegro, valente e culto itacoatiarense, é também respeitável figura nativa do Estado Amazonas; grande orador, intelectual gabaritado, professor universitário e magistrado federal aposentado. O resumo de sua biografia, que encerra este e outros trabalhos de sua autoria – e que engrandecem sobremodo este veículo eletrônico – releva uma linda trajetória de serviços prestados à Amazônia e ao nosso País.</strong>

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Raimundo Silva
*Amazonense de Itacoatiara. Advogado. Desembargador Federal do Trabalho aposentado. Professor de Direito da UFAM aposentado. Mestre em Direito pela UFPE. Foi vereador em dois mandatos, de 2009 a 2016, e nesse período Presidente da Câmara Municipal de Itacoatiara. Escritor e membro da Academia Itacoatiarense de Letras.

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