A formação dessa orquestra-símbolo de todo o trabalho desenvolvido de 1997a 2017 está ligada à participação de instrumentistas e musicistas de várias partes do mundo.

Revolucionando a forma de presidir o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, como tem feito ao longo de profícua existência em muitas outras entidades em que tem atuado, o professor e magistrado José dos Santos Pereira Braga tem conduzido a centenária instituição criada por Vivaldo Lima e instalada por Bernardo Ramos, em 1917, com sua costumeira criatividade e inovação, seja na forma de elaborar o planejamento de gestão, organização de eventos e, agora, na edição de sua Revista, tal como fez, com destaque, na Academia Amazonense de Letras, ultimamente.

Para realçar esse estilo e alta qualidade, inclui ilustração de fotografias de autoria do búlgaro, naturalizado brasileiro, Roumen Koinov, jovem e talentoso nascido em 1964 e formado na Universidade Técnica de Sofia, em 1989, a partir de onde realizou exposições em várias cidades.

Seu desembarque e fixação de residência em Manaus deu-se em 1999, dois anos depois da criação da Orquestra Amazonas Filarmônica pelo governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura, ao tempo em que definíamos e iniciávamos a implantação de amplo e audacioso programa de promoção da cultura e preparação artística de que se tem notícia no território amazonense.

A formação dessa orquestra-símbolo de todo o trabalho desenvolvido de 1997 a 2017 está ligada à participação de instrumentistas e musicistas de várias partes do mundo, inclusive, da Bulgária, que compuseram, desde logo, o corpo orquestral.

Motivado pela transferência da esposa, Elena Koinov – violinista e maestrina, cujo trabalho tem revelado jovens talentos caboclos -, e, naturalmente, atraído pelo esplendor da floresta amazônica, Koinov abraçou o rio-mar e as terras de muiraquitãs com paixão. Suas lentes passaram a registrar essas belezas naturais que desde tempos imemoriais encantam e servem à fantasia dos viajantes. Seu olhar, no entanto, é sutil, elegante, sóbrio, provocante, forte, causticante, dinâmico, mágico, instigante e verdadeiro, a demonstrar a paixão que passou a nutrir pela terra das ‘amazona’.

Certa feita, em Paris, em exposição internacional patrocinada pelo Governo Federal no programa Ano do Brasil na França, sua arte sobressaiu sobre a de muitos outros artistas que, do mesmo quilate, procuravam mostrar o país da canela’ sob novo olhar, decorrendo, de então, nova leva de exposições em várias outras cidades brasileiras e do exterior.

A sua qualidade de artista alia-se, também, o caráter bem forjado, a personalidade firme e a convivência com um gentil senhor, como se dizia antigamente em relação aos cavalheiros de bom trato e elegância no conviver.

Na oportunidade em que a mais tradicional e antiga instituição cultural do Amazonas escolhe parte do seu acervo fotográfico para ilustrar essa nova e auspiciosa fase da sua Revista, o Sr. Koinov premia os leitores e confere qualidade artística a edição.

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Roberio Braga
*Amazonense de Manaus. Historiador. Bacharel em Direito, especializado em Direito Agrário, pós-graduado em Administração de Política Cultural e Mestre em Direito Ambiental. Professor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas. Ex-presidente da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas. Ex-Secretário de Estado de Cultura, desde 1997 até 2017 e atual Presidente da Academia Amazonense de Letras.

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