Soneto à Velha Serpa

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Manoel Domingos*

Velha, cheia de ousados possidônios,

Serpa, para os meus ávidos primores,

Tens a custódia de meus desamores,

ITACOATIARA, fizeras meus sonhos!

 

Com o tempo, os súcios da civilidade,

Escusos do dever para contigo,

Deixaram-te, contudo, ao desabrigo,

Quanta demência, ó nobre cidade! 

 

Com isso ficou grande o desconforto:

Os teus munícipes, as tuas vias…

Com grande penar, fico-me absorto. 

 

E às vezes, não me tenho em alegrias,

Deliro… De delírios fico morto,

No ensejo, traço a SERPA destes dias.

 

*Manoel Domingos de Castro Oliveira. Professor e  poeta. Nasceu no lugar Terra Vermelha, interior de   Itacoatiara, aos 13.04.1960.  Poesia datada  de janeiro de 1991, consta do livro de sua autoria  “As palmeiras  da Praça do Rosário”, edição de 2008.

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