Solidificando os laços emocionais!!!

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Por vezes, à medida que a tensão sobe entre os relacionamentos, emergindo desavenças e pontos de vista opostos, a tolerância vai diminuindo, a irritabilidade e a frustração vão aumentando. É usual que a luta pelo controle e pela supremacia tome o lugar principal. As lutas de poder e falta de igualdade são visíveis no que os casais realmente fazem uns aos outros nas suas interações, nas suas decisões, e na forma com se comportam uns com os outros e como expressam as diferenças de necessidades, desejos e personali-dades. Perante tais cenários é premente aprender a relacionarem-se mais como iguais, como parceiros de cooperação, isso é crucial.

É semelhante ao que muitas pessoas tiveram de aprender numa rápida mudança do local de trabalho, por necessidade. É importante perceber que uma nova forma de estar, de dialogar e abordar temas de tensão tem de emergir. É mais do que apenas aprender novas habilidades de comunicação ou de novas técnicas sexuais. Isso não irá criar reciprocidade ou igualdade por si mesmo. O que importa “revolucionar” é afastar-se daquilo que aprendeu e não serviu, para iniciar uma nova abordagem. Esta nova abordagem é suportada pela ideia de ter comportamentos e atitudes que sirvam e promovam o relacionamento, e não apenas os desejos e necessidades individuais.

Lutas de poder, de supremacia, e de prisão emocional, são um modelo de amor egoísta, de amor adolescente. A maioria das pessoas carregam esse modelo com elas nos seus relacionamentos adultos, consciente ou inconscientemente, dificultando uma aceitação mútua e uma conexão amorosa entre parceiros. No entanto as pessoas querem sentir-se plenas, e não terem de viver o medo da rejeição, do castigo ou abandono.

As relações convencionais com caraterísticas fundadas em torno do domínio e controle, conjuntamente com o modelo que transita da adolescência, criam produtos emocionais destruidores de relacionamentos. Esta falta de igualdade e desconexão emocional correspondente torna-se visível nas relações, distorcendo a forma como os casais vivem os relacionamentos, levando na grande maioria das vezes ao terrorismo íntimo.

O que proponho é a mudança da sua mentalidade sobre o seu relacionamento e igual-mente os comportamentos que o suportam.  Não é uma fórmula, mas sim algo que você tem que trabalhar e praticar. 

Algumas orientações que podem ajudar: Dê sem tentar obter, Não quero ser radical ao ponto de transmitir-lhe a mensagem que não deve esperar obter nada das suas ações ou atitudes relativamente ao seu parceiro, nada disso. Todos esperamos algo, mas esse algo deve ser muito mais uma consequência, do que propriamente uma troca contratual. Aprendemos isso com o passar dos tempos. Deixe de olhar o seu relacionamento como uma transação, um dar e receber imperativo, um investimento para o qual se espera um retorno específico. Nós vivemos numa cultura comercial, não comercialize o seu relacionamento. Em vez disso, pondere a possibilidade de comprometer-se em demonstrar apoio e amor ao seu parceiro, sem esperar nada de concreto ou idealizado em troca. Você diz que sente amor? Mostre-o para o seu próprio bem, ponto final. Essencialmente, isso significa deixar de mover-se por um auto-interesse secundário. Abandone a sua ânsia de “obter” algo para si mesmo.

Talvez tudo isto lhe soe demasiado “angelical” e altruísta. Sim, à primeira vista até posso concordar. No entanto, se fizer uma análise mais apurada, é fácil perceber que  ”conseguir o amor que você quer”, não é através da avidez ou ficando sôfrego. Se vier livremente, do seu parceiro, até você, isso é ótimo. Mas não faça disso o seu principal objetivo.

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Fabiolla Fonseca
Psicóloga, nascida em Itacoatiara, casada e mãe de duas filhas. Especialista em Psicologia Jurídica.

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