Estes animais que existem em ambundância em todos os lugares do mundo são lindos. E enfeitam os ambientes, contudo não são inofensivos. Podem transmitir doenças graves aos seres humanos quando entram em contato com suas fezes e suas penas e mesmo depois de mortos. Os pombos geralmente vivem em ambientes aonde existem restos dos alimentos e sementes. Como existe lixo em grande quantidade na maioria das cidades, daí o perigo.

As principais doenças promovidas pela transmissão destas aves são a criptococose, histoplamose e salmonelose. A criptococose é a mais comum doença por inalação de fungos das fezes destes pássaros e mesmo quando abatidos os pombos e depenados ainda podem transmitir a doença. Os fungos atacam os pulmões e podem comprometer o sistema nervoso central, levando a apresentar sintomas de cefaleia, sonolênciam mal estar geral e febre alta. Pode até causar meningite e mais de 30% das pessoas infectadas morrem.

A histoplasmose também é transmitida por fungos e estabelece uma micose profunda em todos os órgãos parenquimatosos do corpo. É tão grave quanto a criptococose.

A salmonelose também é transmitida pelos pombos e apresenta-se como intoxicação alimentar. Promove diarreia, vômitos, febre e dor muscular.

Nas penas dos pombos existe uma grande quantidade de microorganismos promotores de alergia da pele e do trato respiratório, ocasionando, sobretudo, asma brônquica. Por estes motivos, devemos combater a proliferação destes animais perto dos domicílios, evitando deixar expostos restos alimentares e lixo com resíduos, pois isto pode atrair uma grande quantidade de pombos.

Estes animais proliferam em grande quantidade em praças onde se deixam muitos restos alimentares pelos frequentadores e eles não são caçados, pois a população, mesmo os moradores de rua preferem não comê-los por medo, pois já sabem do perigo existente nos mesmos.

Portanto, não se aproximem dos pombos, que são muito bonitos, mas mesmo na revoada espalham fungos no ar que podem nos contaminar por inalação.

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Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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