Nascimento Caboclo

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Era uma noite,
E dentro das matas,
As orquídeas expeliam
O cheiro do amor…

A lua prateava sonhos
Que floresciam nos corações humanos.
E no silêncio das águas
Brotavam vidas…

O rio que borbulhava
No calor do vento
Sorria com uma grandeza espiritual,
Compreendida somente,
Pela sapiência das ribanceiras…

No pedaço dessa terra
Onde a estrela d’alva
Brilha com incandescência
Os caboclos apressam-se
Pra chegarem…

As mulheres com entusiasmo,
Preparam na casa de farinha,
Beiju com chá de cidreira,
Para o sarau começar.

A alma do caboclo
Está fluindo de alegria,
Pela renovação da vida,
Na plenitude da floresta.

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Carlos Augusto Barros
Escritor e poeta itacoatiarense. Membro da Academia Itacoatiarense de Letras.

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