Meu pai, meu héroi!

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Comemoramos nesse domingo mais uma data significativa para muitos pais e filhos. Igual ao dia das mães, temos a mesma emoção em confraternizarmos com aqueles que são para nós filhos, um exemplo de vida, um exemplo de forca e segurança, o qual irá nortear nossos passos e caminhos dando-nos a máxima convicção de que teremos sempre um eterno herói, estamos comemorando o dia dos pais.

Estudos demonstram que a figura paterna, é tão mais importante para a estruturação da personalidade de uma pessoa, quanto a figura materna. Mesmo porque a relação que muitas das vezes se desenvolve entre pai e filho é bem mais amigável e prazerosa do que com a mãe. Desculpem os pais, mas na grande maioria quem realmente educa um filho são as mães, é com elas que fica a parte chata da criação, os “não pode”, os “limites”, enfim, pai só faz as vontades, é o que não esquenta, não se estressa, é o que com o filho vai falar abertamente sobre as garotas, sobre sexo e coisas do gênero,  mas, com as filhas isso é um assunto extremamente proibido, chega a ser sofrido um pai ter que encarar um futuro namoro de suas filhas, contudo, é algo que mais cedo ou mais tarde irá acontecer.

Mas o que é ser pai de verdade? Primeiramente é estar sempre presente na vida do filho, é vibrar ao ouvir as batidas do coração do seu filho no primeiro ultra-som feito, é vivenciar cada desenvolvimento do filho e acrescentar princípios e valores que permearão toda sua existência, ser pai é fazer do filho uma pessoa de caráter, é ser amigo, mas é também dar limites e exemplos de como ser justo e honesto.

Vale ressaltar, que até a adolescência a presença paterna é de total significância para se ter uma adolescência equilibrada, é crucial para se compreender uma fase tão cheia de altos e baixos. Quando há uma desestruturação familiar, acontece muitas das vezes uma separação dos laços afetivos entre pai e filho, em decorrência deste, separar-se não apenas de sua companheira conjugal, mas, para penalizá-la o filho também é deixado de lado, gerando com isso inúmeros transtornos de cunho psicológico. Uma criança criada apenas pela mãe apresenta sérios problemas psicológicos.

Ser pai não é somente ser o provedor, é necessário que haja uma troca de afetividade, para que o filho sinta-se acolhido e seguro. Lembre-se um bom filho será um bom marido e consequentemente um bom pai e assim sucessivamente.

Segundo o psicólogo Charles Williams, existem cinco estágios no relacionamento pai-filho: 1)  Ideal  –  a criança idealiza o pai, achando que ele é capaz de fazer qualquer coisa. Nessa fase o filho imita o pai: caminha como ele; fala como ele e coloca suas roupas e sapatos. Nessa fase a criança quer agradar o pai, ser aceita e receber sua aprovação. 2)  Discórdia  –  na adolescência começa o período da discórdia, gerando conflitos entre pai e filho. Geralmente os adolescentes rejeitam as idéias, valores e direção dos pais e passam a buscar sua própria independência. 3)  Evolução  –  na fase jovem-adulto, o filho geralmente está emocionalmente distante do pai e muitas vezes ignora sua presença. Na tentativa de ser diferente do pai, e de buscar sua própria identidade, a discórdia entre eles aumenta e o relacionamento parece mais como uma competição entre ambos. 4)  Aceitação  –  entre os 30-40 anos, o filho começa a aceitar o pai como ele realmente é; a enxergar e admirar suas qualidades. Tanto o pai como o filho começam a aceitar as diferenças um do outro e o jeito de ser de cada um. Nessa fase começa a haver um melhor relacionamento entre eles, e na conversa eles expressam suas próprias opiniões, sem entrarem em choque um com o outro. 5)  Patrimônio  –  nessa fase adulta, o filho aos 50 anos de idade, começa a trocar as lembranças difíceis do relacionamento por uma admiração e respeito pela difícil tarefa de ser pai. Muitos filhos nessa fase adulta se tornam semelhantes aos seus pais, seja no bom ou no mal comportamento. Muitos filhos adultos que não conseguiram resolver seus problemas com seus pais, porque eles são idosos ou porque eles faleceram, vêem a repetição dos mesmos erros no relacionamento com seus próprios filhos.

Charles Colson, que lidera o maior trabalho evangelístico nas prisões americanas, afirma: “através do meu ministério, eu tenho visto o terrível preço que a América paga, pela ausência da figura paterna na vida dos filhos. Rapazes que cresceram sem pai, tem duas vezes mais probabilidade de serem presos. 60% dos estupradores, e 72% dos adolescentes que cometem assassinatos, nunca conheceram, ou nunca viveram com seus pais. E esse tipo de problema não se refere a uma só classe social, raça ou sexo. Até a garota branca, da alta sociedade, criada sem pai, tem cinco vezes mais possibilidade de engravidar na adolescência”. Feliz daquele que tem ou teve um pai presente e um super herói.

Feliz dia dos pais especialmente ao meu PAI E AO PAI DAS MINHAS FILHAS que são os melhores pais desse mundo!!!!

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Fabiolla Fonseca
Psicóloga, nascida em Itacoatiara, casada e mãe de duas filhas. Especialista em Psicologia Jurídica.

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