Máquinas recém-criadas que são 100 vezes menores que partículas de poeira de trânsito transformam novos medidamentos em sistemas inteligentes capazes de consertar com precisão qualquer lesão ocorrida em qualquer parte do nosso corpo, tanto morfológica quanto fisiologicamente. 

Um cientista ganhador do prêmio Nobel de Física lá nos anos de 1959 do século passado provocou os presentes dizendo que muito em breve n´os seríamos tratados engolindo um remédio excepcional que funcionaria como um carpinteiro, pedreiro ou serralheiro. Ou seja, seria capaz de consertar tudo o que estivesse fora do lugar dentro dos órgãos, artérias, veias e etc. Todo mundo duvidou daquela afirmação. Tudo isto muito antes da descoberta da NANOTECNOLOGIA. 

Esta profecia por incrível que pareça se confirmou na Arábia Saudita através da pesquisa à margem do Mar Vermelho. A cientista Niveem Khashab criou neurorrobôs que além de diagnosticar as doenças serão capazes de trata-las, desafiando as técnicas modernas mais conhecidas. Outro prêmio Nobel recente, em 2016, o cientista Sir Fraser Stoddart, criou nanomáquinas moleculares. Estas máquinas são capazes de funcionar como elevadores e alavancas capazes de sustentar qualquer coisa nos desvios da saúde, curando os pacientes. 

Por exemplo, hoje o tratamento do câncer com quimioterapia destrói células malignas, mas acaba lesando também um grande número de células normais. Exemplos disto são a queda de cabelo, as micro hemorragias, as alterações estomacais e neurológicas e muito mais. Estas novas células são capazes de separar as células doentes das normais, potencializando estas últimas para nunca adoecerem. 

Mas existe um problema nesta nova tarefa de tratamento com nanorrobôs. É que sendo tão diminutos não permitem colocar nos mesmos uma câmera para localizar e iniciar o tratamento. A solução foi colocar moléculas de metal, principalmente ouro e prata, sendo direcionadas externamente por aparelhos próprios que localizam e tratam qualquer que seja a lesão. 

Como depois do tratamento estes nanorrobôs não deverão ser absorvidos pelas células normais, para evitar este problema já está sendo testada a construção dos mesmos à semelhança do DNA, porém biodegradáveis, ou seja, assim que acabarem de tratar as lesões serão imediatamente destruídos e eliminados. Quem viver verá!

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Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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