Corpo de mulher

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Foi num dia de festa, pompa e riso,

de alegria e lazer… só que faltava

ao Mestre, a obra-prima que buscava:

o supremo projeto e decisivo.

 

Juntou elos esparsos… – era preciso

produzir algo raro, e pesquisava… -,

uniu luz, cor e massa… e não achava

o toque especial, definitivo.

 

Por fim, mentalizou o que queria

e sorriu. Sua bela obra, viva e pura,

chegara. E superava a ideia em tudo.

 

Deu-lhe formas sutis, doce magia

e malícia divina… Era a escultura

um corpo de mulher… pleno e desnudo!

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Almir Diniz
Poeta e contista amazonense. Membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas.

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