Antibióticos versus bactérias

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Infelizmente neste século XXI estamos vivenciando um grave problema de saúde que precisa urgentemente ser sanado. Os antibióticos, desde sua primeira descoberta da “Penicilina” por Fleming, vêm ajudando a salvar várias vidas de infecções para as quais antes do aparecimento do Penicilium Notato, não havia solução e as vítimas acabavam por perecer.

Mas a partir daí a ciência pesquisou e encontrou uma série bem grande de outros antibióticos que significam “ante vida” para bactérias somente, pois o uso desordenado destes fez com que as mesmas bactérias antes sensíveis a determinado antibiótico, passassem a desenvolver alterações nos seus DNAs, permitindo que algumas células morressem mas que outras já se proliferassem resistentes àquela droga e mais, através um “Filo” uma espécie de pênis, passassem esta capacidade de resistência até mesmo para outras bactérias diferentes, criando assim ao redor do mundo um grupo cada vez maior de bactérias que não pereceriam mais na presença de um determinado antibiótico. Daí, por exemplo, tendo a tuberculose infectado cada sete indivíduos em qualquer parte do mundo, pelo menos dois indivíduos morreriam porque estas microbactérias não seriam mais eliminadas na presença dos antibióticos com alto poder bactericida, como foram no passado a streptomicina e atualmente a rifampicina.

Por este motivo todo procedimento que possa comprometer o maior campo de defesa do organismo que é a pele, senão for bem realizado, você estará abrindo uma porta para a invasão bacteriana, pois as bactérias estão em todo lugar, principalmente no meio ambiente e nos indivíduos, porém muito mais concentradas nas mãos e nos punhos, daí a importância que tem a higiene bem feita destas partes do corpo que nem sempre são observadas pelas pessoas. Logo, ao submeter-se a cirurgias ou a uma simples aplicação de injeção aos você está correndo o risco e estar introduzindo uma ou milhões destas bactérias com poder de produzir doença grave e já resistente ao tratamento. Existe na área hospitalar e nas UTIs principalmente, uma grande concentração destas bactérias muito resistentes aos antibióticos, pois aí é um lugar onde se usa constantemente os antibióticos em grande escala. Portanto, temos que ter muito cuidado nos hospitais e evitar sempre que for possível a internação hospitalar.

Por isso, aguardamos com muita esperança que possamos urgentemente conseguir através de pesquisas científicas descobrir outros tipos de medicamentos que não sejam os antibióticos, mas que tenham o poder de destruir quaisquer bactérias. Devemos ter muita atenção no uso dos antibióticos e também lembrar que os mesmos só atacam bactérias, logo no caso de um resfriado ou gripe não devemos usá-los porque estes são produzidos por vírus. Como a esperança é sempre a última que morre vamos torcer para que a ciência consiga salvar a todos o quanto antes!

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Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

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