A dieta que apaga o refluxo

0
26

O fogo gastroesofágico que surge após uma lauta refeição, a azia, é de difícil controle. Logo que você come uma pizza rica em hidratos de carbono e gorduras saturadas ou após saborear uma macarronada, começa a queimação que dura muitas horas ou vários dias. Este sintoma que está se tornando tão frequente é tão comum que muita gente já até aprendeu a conviver com esta desagradável resposta a certos alimentos. Tanto é que a maioria dos que sofrem este desconforto mantém um estoque de medicamentos antiácidos em casa.

Entretanto, outros sintomas que acompanham a má digestão, tais como a regurgitação, dores no peito e na garganta, rouquidão, pigarro, podem indicar que o problema é mais sério do que se possa imaginar. Estamos falando da doença do refluxo que hoje atinge uma estatística de mais de vinte milhões de brasileiros portadores.

Este é um grande suplício, pois quando o conteúdo alimentar que se encontra no estômago, vencendo a lei da gravidade, caminha no sentido contrário subindo pelo esôfago e chegando até a boca, causa um enorme desconforto. Tudo isto em consequência muitas vezes de uma demora maior que o estômago leva para esvaziar seu conteúdo. Outro motivo é quando o esfíncter inferior, um músculo do esôfago que permite a passagem dos alimentos, fica frouxo na maioria das vezes como resultado do alcoolismo e do tabagismo. Por outro lado, a obeseidade também tem sido responsável pelo refluxo, em função do excesso de gordura abdominal pressionar o estômago, exigindo mais do esfíncter lesionado. Dependendo da quantidade de fluídos desta regurgitação, podem-se comprometer outros órgãos, como a boca, a faringe, a laringe e o esôfago.

Consequências sérias podem vir com o agravamento de quadros de asma, bronquite, sinusite, desgastes dentários, doenças infecciosas pulmonares e distúrbios frequentes e sérios de sono. Portanto, aconselha-se a busca precoce de uma solução definitiva. Pesquisadores cientistas de uma universidade norte-americana preconizam que o tratamento não se deve buscar nas farmácias e sim mudar de comportamento na ingestão de líquidos, principalmente os alcoólicos e os gasosos durante as refeições.

Sugere-se então conhecer os produtos das Dietas Amazônica, Mediterrânea e Asiática, ricas em frutas, verduras, grãos, oleaginosas e fibras. Quem adotar o consumo de tais alimentos poderá ficar livre deste mal-estar que incomoda a vida de todos os portadores da síndrome da má digestão. Não se esquecendo da prática da atividade física que promove o aumento do metabolismo, inclusive da digestão.

Compartilhar
Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui