A Ciência se prepara para a imortalidade!

0
1015

Atualmente há uma possibilidade concreta provada pelas pesquisas contemporâneas de que células senescentes (células de pessoas idosas), quando modificadas no seu DNA possam ser utilizadas não somente como combatentes de células malignas, como também serem responsáveis pela reposição de outras células lesadas por qualquer outro fator de risco, tanto endógeno como exógeno. Isso após a descoberta da Telomerase, aquela enzima capaz de evitar a apoptose (morte celular), eternizando as células e com isto prolongando indefinidamente a vida.

Os Homens da Floresta, principalmente os ribeirinhos que praticam muitos exercícios (remam, sobem e descem barrancos levando cargas, sobem em árvores, usam tarrafas) vivem longe do estresse, dormem em média mais horas que a maioria, e uma coisa muito importante: eles têm uma nutrição invejável! E aqui já podemos afirmar  com os resultados de nossas pesquisas que é um privilégio poder consumir tucumã, pupunha, castanha, açaí, camu-camu, manga, ingá, carambola, abricó, banana pacovã, maracujá do mato, cupuaçu, graviola e sobretudo o guaraná. Podemos dizer com certeza que estes frutos são ricos em vitaminas, sais minerais, enzimas proteolíticas e antibacterianas, além de fibras e, sobretudo, quercitinas e sirtuínas com ações comprovadas reguladoras das gorduras, dos açúcares, das proteínas, do ácido úrico, da uréia e creatinina, além do controle da oxidação das células. E mais: estimulam os marcadores genéticos de longevidade a se perpetuarem! Mas não somente os frutos amazônicos, temos ainda peixes maravilhosos, saborosos e ricos em nutrientes, com proteínas de baixo peso molecular que, portanto ficam fácil de serem absorvidas, gorduras não-saturadas e que por este motivo não irão obstruir os vasos arteriais. E mais todos os tubérculos cultivados por estes Homens da Floresta, como a mandioca, as batatas, os carás e tantos outros ricos em hidratos de carbono, vitaminas, sais minerais sem, contudo possuírem glutamato, que tanto mal faz à saúde.

Portanto concluo exortando a todos a fazerem, claro que com moderação, o uso adequado desta Dieta Amazônica que do ponto vista nutricional possui muitas vantagens para o envelhecimento com qualidade, competindo soberanamente com a já consagrada Dieta Mediterrânea.

Compartilhar
Euler Ribeiro
Amazonense, de Itacoatiara. Formado em Medicina em Belém (PA), o médico geriatra completou os estudos em SP e nos EUA. Foi secretário de Saúde do Estado e deputado federal. Fundador da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Membro das academias amazonenses de Letras e de Medicina.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário
Por favor informe seu nome aqui